terça-feira, 17 de julho de 2012

Dueto com meu amor

Qual é a explicação pra um momento em que duas pessoas resolvem se falar pela primeira vez que se amam profundamente, com o coração transbordando de euforia, medo e expectativas e na rádio do carro começa a tocar uma música que fala exatamente o que se passa ali? Foi o que aconteceu no início do meu relacionamento com o @Piugibson, antes de DECIDIRMOS ter a Manuela, antes ainda de passarmos a morar juntos, quando eu ainda nem tinha chegado às 1.000 tuitadas (hoje 28.025). Rssss...
E não era qualquer música, e não era qualquer um...era Chico e Nara Leão, cantando um dueto lindo e profundo, como é o nosso amor, que sobrevive a muitas dificuldades e se fortalece a cada provação. Estamos amadurecendo juntos, estamos aprendendo que ninguém é perfeito, mas que também não dá pra aguentar tanta imperfeição...
O dia a dia de um relacionamento de verdade, quando há entrega das duas partes não é fácil porque os valores e as histórias de vida são diferentes, mas uma coisa que aprendi é que é importante não julgar os outros somente de acordo os seus valores. Na verdade, julgar o outro já é uma coisa complicada...estou aqui usando o meu exemplo, mas o que falo é o que penso de todos os relacionamentos. Cabe encontrar o equilíbrio entre o que vale a pena ceder para estar com o outro sem deixar de ser você mesmo. Às vezes o outro machuca a gente, às vezes é a gente que machuca o outro, conseguir um dueto como o de Nara e Chico é coisa difícil e construída no cotidiano...sem esquecer um espaço para o que não tem explicação.




Dueto

Consta nos astros, nos signos, nos búzios
Eu li num anúncio, eu vi no espelho, tá lá no evangelho, garantem os orixás
Serás o meu amor, serás a minha paz
Consta nos autos, nas bulas, nos dogmas
Eu fiz uma tese, eu li num tratado, está computado nos dados oficiais
Serás o meu amor, serás a minha paz
Mas se a ciência provar o contrário, e se o calendário nos contrariar
Mas se o destino insistir em nos separar
Danem-se os astros, os autos, os signos, os dogmas
Os búzios, as bulas, anúncios, tratados, ciganas, projetos
Profetas, sinopses, espelhos, conselhos
Se dane o evangelho e todos os orixás
Serás o meu amor, serás, amor, a minha paz
Consta na pauta, no Karma, na carne, passou na novela
Está no seguro, pixaram no muro, mandei fazer um cartaz
Serás o meu amor, serás a minha paz
Consta nos mapas, nos lábios, nos lápis
Consta nos Ovnis, no Pravda, na Vodca

(Chico Buarque)

sábado, 14 de julho de 2012

Tempestade...


Definitivo


Definitivo, como tudo o que é simples. 
Nossa dor não advém das coisas vividas, 
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. 

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos 
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções 
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado 
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que 
gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. 
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. 

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas 
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um 
amigo, para nadar, para namorar. 

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os 
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas 
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. 

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. 

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo 
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, 
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. 

Por que sofremos tanto por amor? 
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma 
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez 
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz. 

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um 
verso: 

Se iludindo menos e vivendo mais!!! 
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida 
está no amor que não damos, nas forças que não usamos, 
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do 
sofrimento,perdemos também a felicidade. 

A dor é inevitável. 
O sofrimento é opcional...


(Carlos Drummond de Andrade)

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Deixa as músicas falarem por mim --> Meu Mundo é Hoje

Meu Mundo é Hoje

Eu sou assim, quem quiser gostar de mim eu sou assim.
Eu sou assim, quem quiser gostar de mim eu sou assim.
Meu mundo é hoje não existe amanhã pra mim
Eu sou assim, assim morrerei um dia.
Não levarei arrependimentos nem o peso da hipocrisia.
Tenho pena daqueles que se agacham até o chão
Enganando a si mesmo por dinheiro ou posição
Nunca tomei parte desse enorme batalhão,
Pois sei que além de flores, nada mais vai no caixão.
Eu sou assim, quem quiser gostar de mim eu sou assim.


(Paulinho da Viola)





sexta-feira, 29 de junho de 2012

Perdendo dentes

Não defendi a dissertação hoje. Ontem, por volta de 17 horas, eis que me liga uma professora membro da banca avisando de uma urgência médica e impossibilidade por 3 dias (repouso total, segundo recomendações). Acontece que pra minha sorte ou revés os outros membros da banca estarão viajando a trabalho hoje de madrugada para Viena por 1 mês (sim, Viena de Freud) e no retorno o outro professor ficará mais 1 mês na USP. Entre mortos e feridos, minha defesa será transferida para daqui a 60 dias e estou hoje o dia inteiro tentando encarar isso de uma maneira positiva. "Deus sabe o que faz" foi o que primeiro veio, olha..."Amanhã é um outro dia" também, "Tudo tem seu tempo"...tudo isso passa pela cabeça. O fato é que a única coisa que conseguiu me acalmar foi cantar "Perdendo Dentes" bem forte e depois pra encerrar, saber que sim, de fato, o "Tempo é um mano velho" se a gente for amigo dele. Valeu Pato Fu!



Perdendo Dentes 

Pouco adiantou
Acender cigarro
Falar palavrão
Perder a razão

Eu quis ser eu mesmo
Eu quis ser alguém
Mas sou como os outros
Que não são ninguém

Acho que eu fico mesmo diferente
Quando eu falo tudo o que penso realmente
Mostro a todo mundo que eu não sei quem sou
Eu uso as palavras de um perdedor

As brigas que ganhei
Nem um troféu
Como lembrança
Pra casa eu levei

As brigas que perdi
Estas sim
Eu nunca esqueci
Eu nunca esqueci

Pouco adiantou
Acender cigarro
Falar palavrão
Perder a razão

Eu quis ser eu mesmo
Eu quis ser alguém
Mas sou como os outros
Que não são ninguém

Acho que eu fico mesmo diferente
Quando eu falo tudo o que penso realmente
Mostro a todo mundo que eu não sei quem sou
Eu uso as palavras de um perdedor

As brigas que ganhei
Nem um troféu
Como lembrança
Pra casa eu levei

As brigas que perdi
Estas sim
Eu nunca esqueci
Eu nunca esqueci

As brigas que ganhei
Nem um troféu
Como lembrança
Pra casa eu levei

As brigas que perdi
Estas sim
Eu nunca esqueci
Eu nunca esqueci

(Pato Fu)

quinta-feira, 28 de junho de 2012

A Maior Riqueza do Homem e eu.

Em tempos de fechamento de ciclo e início de um novo momento, vem às mãos um poema especialíssimo do querido Manoel de Barros postado no FB pelo meu irmão, João Mota. Agradeço e acredito que nada é por acaso. Precisava dessas palavras para entender que fiz o que pude em relação ao mestrado e o resultado mostrará o óbvio: "a maior riqueza do homem é sua incompletude". Rssssss
Obrigada, Manoel, estou mais tranquila para amanhã.


A Maior Riqueza do Homem



A maior riqueza do homem

é a sua incompletude.



Nesse ponto sou abastado.

Palavras que me aceitam como sou - eu não aceito. 



Não aguento ser apenas um sujeito que abre portas, 

que puxa válvulas, que olha o relógio, 

que compra pão às 6 horas da tarde,

que vai lá fora, que aponta lápis, 
que vê a uva etc. etc. 


Perdoai

Mas eu preciso ser Outros.

Eu penso renovar o homem usando borboletas.




Manoel de Barros

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Convite para defesa da dissertação de mestrado de Josie Pereira da Mota

Convido os interessados no tema "Saúde Mental" e "Políticas Públicas" a assistirem a defesa de dissertação de mestrado que realizou, a partir de uma perspectiva crítica, a análise da política pública de saúde mental entre 2007 e 2010 e suas repercussões atuais. Abaixo, as informações:



UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
NÚCLEO DE ALTOS ESTUDOS AMAZÔNICOS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO TRÓPICO ÚMIDO



JOSIE PEREIRA DA MOTA

  
SAÚDE MENTAL: a roda viva da política pública do estado do Pará

Banca examinadora:

Profª Drª Adriana Azevedo Mathis
Orientadora – NAEA/UFPA.

Profº Dr. Saint-Clair Cordeiro da Trindade Júnior
Examinador – NAEA/UFPA

Profª Drª Airle Miranda de Souza
Examinadora externa – IFCH/UFPA

DATA: 29/06/12 (SEXTA-FEIRA)

HORÁRIO: 9H

LOCAL: MINIAUDITÓRIO DO NAEA / UFPA