Convido os interessados no tema "Saúde Mental" e "Políticas Públicas" a assistirem a defesa de dissertação de mestrado que realizou, a partir de uma perspectiva crítica, a análise da política pública de saúde mental entre 2007 e 2010 e suas repercussões atuais. Abaixo, as informações:
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
NÚCLEO DE ALTOS ESTUDOS AMAZÔNICOS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO TRÓPICO ÚMIDO
JOSIE PEREIRA DA MOTA
SAÚDE MENTAL: a roda viva da política pública do estado do Pará
Qual é a explicação pra um momento em que duas pessoas resolvem se falar pela primeira vez que se amam profundamente, com o coração transbordando de euforia, medo e expectativas e na rádio do carro começa a tocar uma música que fala exatamente o que se passa ali? Foi o que aconteceu no início do meu relacionamento com o @Piugibson, antes de DECIDIRMOS ter a Manuela, antes ainda de passarmos a morar juntos, quando eu ainda nem tinha chegado às 1.000 tuitadas (hoje 28.025). Rssss...
E não era qualquer música, e não era qualquer um...era Chico e Nara Leão, cantando um dueto lindo e profundo, como é o nosso amor, que sobrevive a muitas dificuldades e se fortalece a cada provação. Estamos amadurecendo juntos, estamos aprendendo que ninguém é perfeito, mas que também não dá pra aguentar tanta imperfeição...
O dia a dia de um relacionamento de verdade, quando há entrega das duas partes não é fácil porque os valores e as histórias de vida são diferentes, mas uma coisa que aprendi é que é importante não julgar os outros somente de acordo os seus valores. Na verdade, julgar o outro já é uma coisa complicada...estou aqui usando o meu exemplo, mas o que falo é o que penso de todos os relacionamentos. Cabe encontrar o equilíbrio entre o que vale a pena ceder para estar com o outro sem deixar de ser você mesmo. Às vezes o outro machuca a gente, às vezes é a gente que machuca o outro, conseguir um dueto como o de Nara e Chico é coisa difícil e construída no cotidiano...sem esquecer um espaço para o que não tem explicação.
Dueto
Consta nos astros, nos
signos, nos búzios
Eu
li num anúncio, eu vi no espelho, tá lá no evangelho, garantem os orixás
Serás
o meu amor, serás a minha paz
Consta
nos autos, nas bulas, nos dogmas
Eu
fiz uma tese, eu li num tratado, está computado nos dados oficiais
Serás
o meu amor, serás a minha paz
Mas
se a ciência provar o contrário, e se o calendário nos contrariar
Mas
se o destino insistir em nos separar
Danem-se
os astros, os autos, os signos, os dogmas
Os búzios, as bulas,
anúncios, tratados, ciganas, projetos
Profetas, sinopses,
espelhos, conselhos
Se dane o evangelho e todos
os orixás
Serás o meu amor, serás,
amor, a minha paz
Consta na pauta, no Karma,
na carne, passou na novela
Está no seguro, pixaram no
muro, mandei fazer um cartaz
Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade.
Eu sou assim, quem quiser gostar de mim eu sou assim. Eu sou assim, quem quiser gostar de mim eu sou assim. Meu mundo é hoje não existe amanhã pra mim Eu sou assim, assim morrerei um dia. Não levarei arrependimentos nem o peso da hipocrisia. Tenho pena daqueles que se agacham até o chão Enganando a si mesmo por dinheiro ou posição Nunca tomei parte desse enorme batalhão, Pois sei que além de flores, nada mais vai no caixão. Eu sou assim, quem quiser gostar de mim eu sou assim.